segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Vinte e Nove

"Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
Já que você não me quer mais...

Passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove com o retorno de Saturno
Decidi começar a viver.

Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar
E a pedir perdão.

E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez."


É isso. Eu tinha feito um post graaande, contando tantas mentiras pra mim mesma, que fiquei com vergonha do espelho.

É. E aí eu decidi ser sincera comigo e colocar uma verdade vivida por outro cara, mas que eu poderia contar pra alguém, tranqüilamente, como se fosse uma verdade minha.

Tudo isso porque, na minha vida, eu não consigo fazer com que as coisas aconteçam do jeito que eu quero ou, pelo menos, espero. E por isso mesmo, as coisas teimam em acontecer do jeito que os outros querem. O que quer dizer que eu ainda não aprendi a dizer não. E, pior: sou uma criatura manipulável, facilmente feita de besta. (Não, não. Isso não me incomoda. A lei do retorno é cruel e se encarrega da parte suja, por mim)

E o mais divertido nisso tudo é que os outros nunca querem o mesmo que eu. O que significa que minha vida responde mais às vontades alheias do que às minhas próprias. Em resumo: continuo sem as rédeas desse negócio chamado situação.

Mas estou contente, sabe? É, contente. "Contente" é aquele estado em que você fica quando pára pra refletir em tudo o que não te falta, nas pessoas que ainda importam e no tempo que acredita que ainda te resta pra realizar o que não conseguiu até hoje. É claro que posso escorregar numa casca de banana, bater a cabeça e virar presunto daqui a cinco minutos, mas meus planos vão muito além disso. Quero viver muitos vinte-e-nove-anos ainda.

Nem que eu tenha que passar esses próximos vinte e nove anos fazendo terapia pra aprender a aceitar quando perdi uma guerra e a me conformar com o que (ou quem) eu não posso ter ou mudar.

E a admitir que um amor grande não acaba assim, em vinte e nove dias. Mas, sobretudo, que esse é um tempo suficientemente bom pra encontrar oooutro amor. Talvez até maior que esse. :-)

Feliz vinte e nove pra mim!

About...

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Brasília, Brazil
Thatiana Ribeiro, 29 anos, 15 de setembro, 1978. Trancou o curso de comunicação social por absoluta falta de verba. É apaixonada por boa leitura, boa música e boa comida, embora seja uma pessoa extremamente simples. Solteira e independente, tem uma filha e é louca por ela. Um de seus grandes objetivos é conhecer a Inglaterra e Espanha (de onde vem boa parte de suas raízes). Já começou até a juntar moedas num porquinho cor-de-rosa, pra bancar a empreitada. Curiosa, boca-suja, sarcástica, ciumenta, agridoce, companheira, afetuosa, franca, sensível e tagarela. Adora falar mal da própria vida. :-)

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