sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Eu e minha mania de listas.

Estou APRENDENDO a:

· Confiar em Deus;
· Respeitar o espaço do outro;
· Não atender o telefone quando não tô a fim;
· Telefonar só SE estiver com saudade; (ou se a gasolina acabar)
· Falar mais baixo;
· Me envergonhar dos meus muitos erros babacas e egoístas;
· Pedir desculpas por esses mesmos erros babacas e egoístas;
· Dizer que estou arrependida (quando estou);
· Dizer que não estou arrependida (quando não estou);
· Não esquecer a torneira aberta;
· Pedir por favor;
· Agradecer;
· Me elogiar no espelho;
· Dizer "eu te amo" de verdade;
· Sentir segurança em mim;
· Não chorar quando alguém me toma o pirulito;
· Segurar o choro quando alguém me fere;
· Descontar a minha raiva na parede, não nas pessoas;
· Pedir atenção ao invés de brigar;
· Me virar sozinha;
· Admitir que preciso de ajuda pra crescer;
· Assumir que minha inteligência emocional e nada são a mesma coisa;
· Aceitar que sou uma mulher inteligente, mas que se comporta de forma imbecil, às vezes;
· Comer direito;
· Dormir melhor;
· Correr na ergométrica;
· Desligar o celular;
· Aceitar diferenças que eu não imaginava;
· Dividir meu pacote de Passatempo;
· Guardar moedas;
· Beber menos;
· Reclamar menos;
· Não pregar o socialismo pra qualquer burguês;
· Pensar em mim;
· Confiar em mim;

· Gostar de mim.


Mas, AINDA não aprendi a:

· Controlar certos impulsos;
· Deixar tudo rolar;
· Ter paciência;
· Gostar de miojo;
· Não me endividar;
· Beber mais água;
· Tratar bem a quem detesto;
· Não enfiar caraminholas na cabeça;
· Não colocar palavras na boca dos outros;
· Parar de distorcer o que os outros falam;
· Confiar em quem merece;
· Desconfiar de quem merece;
· Correr de uma discussão, ao invés de incendiá-la;
· Não esquecer a luz acesa;
· Adotar uma postura mais adulta em certas ocasiões;
· Fingir que estou tranqüila quando estou puta de raiva;
· Me comportar como uma mulher de quase trinta;
· Esperar;
· Controlar um pensamento ruim;
· Parar de fazer listas;
· Sentir ódio;
· Esquecer um tapa;
· Encontrar equilíbrio instantaneamente;
· Deixar falando sozinho quem merece as paredes;
· Dizer a coisa certa, na hora exata;
· Guardar dinheiro;
· Perdoar de verdade;
· Ser menos carente;
· Manifestar minhas reais intenções, às vezes;
· Assumir sentimentos unilaterais;
· Ser menos gananciosa;
· Fazer compras do mês pra UMA pessoa, não pra um casal;
· Ignorar quando alguém me esculacha;
· Ser menos irônica;
· Parar de encarar conselhos como críticas destrutivas;
· Dormir sozinha;
· Perder;

· Ser só.


Como bem se vê, estou exercitando a tal da humildade. Eu já tinha ouvido falar, mas nem sabia como ela era, na real. Tem gente que acha tudo isso um saco. Eu, por exemplo. Achava tudo uma graaaande perda de tempo. Mas... sabe, tô evoluindo.

Isto significa que já sou uma mocinha. E continuo crescendo, a cada dia.

O importante é admitir que erro mais do que acerto. E, sobretudo: que aprendo mais do que ignoro. Mas também é legal ficar orgulhoso de si próprio ao perceber que acertou exatamente naquele ponto infeliz onde você seeempre errava.

E assim é. Isso se chama VIVER.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Vinte e Nove

"Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
Já que você não me quer mais...

Passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove com o retorno de Saturno
Decidi começar a viver.

Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar
E a pedir perdão.

E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez."


É isso. Eu tinha feito um post graaande, contando tantas mentiras pra mim mesma, que fiquei com vergonha do espelho.

É. E aí eu decidi ser sincera comigo e colocar uma verdade vivida por outro cara, mas que eu poderia contar pra alguém, tranqüilamente, como se fosse uma verdade minha.

Tudo isso porque, na minha vida, eu não consigo fazer com que as coisas aconteçam do jeito que eu quero ou, pelo menos, espero. E por isso mesmo, as coisas teimam em acontecer do jeito que os outros querem. O que quer dizer que eu ainda não aprendi a dizer não. E, pior: sou uma criatura manipulável, facilmente feita de besta. (Não, não. Isso não me incomoda. A lei do retorno é cruel e se encarrega da parte suja, por mim)

E o mais divertido nisso tudo é que os outros nunca querem o mesmo que eu. O que significa que minha vida responde mais às vontades alheias do que às minhas próprias. Em resumo: continuo sem as rédeas desse negócio chamado situação.

Mas estou contente, sabe? É, contente. "Contente" é aquele estado em que você fica quando pára pra refletir em tudo o que não te falta, nas pessoas que ainda importam e no tempo que acredita que ainda te resta pra realizar o que não conseguiu até hoje. É claro que posso escorregar numa casca de banana, bater a cabeça e virar presunto daqui a cinco minutos, mas meus planos vão muito além disso. Quero viver muitos vinte-e-nove-anos ainda.

Nem que eu tenha que passar esses próximos vinte e nove anos fazendo terapia pra aprender a aceitar quando perdi uma guerra e a me conformar com o que (ou quem) eu não posso ter ou mudar.

E a admitir que um amor grande não acaba assim, em vinte e nove dias. Mas, sobretudo, que esse é um tempo suficientemente bom pra encontrar oooutro amor. Talvez até maior que esse. :-)

Feliz vinte e nove pra mim!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Profile.

Eu nunca soube o que colocar no "quem sou eu" do Orkut. Eu gosto do Orkut, sabe. Tem gente que acha invasivo. Mas eu ainda acredito que só usa quem quer. E melhor ainda: você preenche com o que acha interessante. Problema mesmo são aquelas pessoas que preenchem com o que os outros achariam interessante. Gosto de ver amigos antigos, gosto de interagir com a minha família, me us companheiros distantes. É uma ferramenta poderosa e visionária. Daqui a um tempo, temo saber notícias da minha filha só pelo Orkut ou por outro site desses de relacionamento -- essa expressão ridícula, já que eu estarei numa ilha paradisíaca lá pras bandas do mediterrâneo, e ela estará terminando a faculdade de... de... engenharia mecatrônica. Ou de História, coitadinha, por que não?

Então... voltando ao assunto, eu resolvi, pela primeira vez seriamente, preencher o tal do "quem sou eu" do Orkut. Ficou assim:
(clique na imagem)


É... Às vezes, eu me acho demais.
Mas, na maioria esmagadora das vezes, eu tenho certeza.

Bom feriadão, amigos. Como eu, pobre mortal, não tenho a vida ganha, vou lavar roupa, trocar fralda, ver Cocoricó com minha filha no colo (AMO!) e estudar pr'um concurso qualquer (pro qual sei que nunca vou ser chamada).

Hehehe.

domingo, 2 de setembro de 2007

Pós-pancada.

Ok, em primeiro lugar, por favor, ouça Röyksopp comigo pra entrar na minha sintonia. Você pode até achar que tô prestes a cortar os pulsos, mas aqui dentro essa música tá servindo como agulha e linha. Tá ajudando a costurar um buraco profundo. Não só ela, claro. Existem coadjuvantes. Numa outra ocasião falarei deles.

Setembro sempre me traz uma sensação muito forte de que tudo vai melhorar. Beto Guedes sente isso também: "Quando entrar setembro e a boa-nova andar nos campos... blablablá". Mas chega de blablabla. Vim libertar os vira-latas sarnentos que estão presos aqui dentro. CHEGA.

É. Tem que ser assim, já que aquela desorientação agora deu lugar a uma espécie de ódio não-alimentado. É como aqueles sentimentos que surgem sem você esperar e você acaba simpatizando com eles.

Mais ou menos como, depois de recobrar os sentidos, lá no meio da multidão (onde você desmaiou . lembra?), você perceber que, na verdade, alguém provocou o teu desmaio te dando uma pancada sem tamanho na cabeça.

Sensação de traição. Rejeição, perda. LUTO.

Nunca tinha sentido ódio em toda a minha vida. Sei que não é lá o mais nobre dos sentimentos, mas não há outra coisa pra se sentir, até porque não consigo controlar o que penso ou sinto. Não há mais amor, não há mais dor, não há mágoa. Ficou apenas um resquício de arrependimento por tanto tempo desperdiçado e um alívio cuja classificação fica entre 'fantástico' e 'espetacular'. Ainda não discerni.

Eu tenho um jeito bem didático e metafórico de expressar meus sentimentos. Vou te contar uma historinha, amigo leitor. Imagine uma dor de dente. Agora imagine A DOR DE DENTE. Ok.

E então, você chega no consultório odontológico se borrando de medo, angústia e dor. Certo. Aí você senta na cadeira e aguarda a anestesia cheio de esperanças e extremamente ansioso, afinal de contas, nada pode ser pior do que aquela dor e aquela angústia dos infernos. Maravilha. Logo mais, o doutor enfia um alicate monstrengo na tua boca, puxa daqui e de lá e arranca com toda a força do mundo aquele pequeno pedaço de osso podre da tua gengiva. E então você pensa: Uau, tô livre daquela merda de dor.

É isso. Tô livre daquela merda de dor. E daquela porcaria de dente, também.

No lugar dele, vai ficar um buraco que logo será substituído por um dente mais bonito e que provamente não me dará trabalho algum, já que a experiência daquela dor me fez entender que não há nada melhor do que um dente novo. Aquele era meu dente favorito, mas agora, além de asco, passei a sentir alegria por vê-lo bem longe da minha boca, o que também acaba por me deixar surpresa, uma vez que pensei que jamais conseguiria me sentir bem sem ele. E eu poderei morrer feliz, daqui a 77 anos, pois sei que aquela dor (pelo menos naquele dente infeliz) não vai aparecer de novo.

Sabe qual é o nome disso? ALÍVIO. O nome disso é alívio.

E é assim que funciona com relacionamentos cujo saldo final é negativo. Você o arranca da tua vida e joga fora. Pelo menos eu acho que é isso que fazem com um dente que não serve mais pra nada. Lixo.

A cada dia que se passa, eu fico mais surpresa, orgulhosa e besta comigo. Nunca imaginei, nem em tempos mais remotos e difíceis, que conseguiria ter nojo de alguém a quem amei tão profundamente. Quando isso evoluir pra "total desprezo", então saberei que a cura chegou. Não é fácil lidar com a primeira e VERDADEIRA decepção amorosa.

E vamos embora. Dia 15 está por vir. Meu último ano na casa dos 20 merece uma abertura apoteótica. Espero conseguir um dente novo até lá.

About...

Minha foto
Brasília, Brazil
Thatiana Ribeiro, 29 anos, 15 de setembro, 1978. Trancou o curso de comunicação social por absoluta falta de verba. É apaixonada por boa leitura, boa música e boa comida, embora seja uma pessoa extremamente simples. Solteira e independente, tem uma filha e é louca por ela. Um de seus grandes objetivos é conhecer a Inglaterra e Espanha (de onde vem boa parte de suas raízes). Já começou até a juntar moedas num porquinho cor-de-rosa, pra bancar a empreitada. Curiosa, boca-suja, sarcástica, ciumenta, agridoce, companheira, afetuosa, franca, sensível e tagarela. Adora falar mal da própria vida. :-)

Avise-me quando houver um novo post!

Enter your email address:

Delivered by FeedBurner

eXTReMe Tracker
Powered By Blogger