quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Deliberações e afins.

O dia poderia ter 39 horas.

É, tipo, pra eu poder resolver tooodas as minhas coisas, chorar tooodas as minhas tristezas em paz e sorrir com tooodas as alegrias que a minha filha me dá.

E também pra poder:

· Acordar sem precisar pular da cama, no susto;
· Usar minusciosa e pacientemente o fio-dental, sem correr;
· Ligar praquele amigo de quem ando morta de saudade;
· Parar de esquecer as coisas no escritório ou em casa, na pressa de sair;
· Responder os meus amigos na hora que eles mandam a porqueira da mensagem no MSN;
· Parar de receber multas por excesso de velocidade;
· Deitar no peito dele e poder ficar mais do que aqueles míseros cinco minutinhos;
· Sair pra comprar um presente de aniversário decente pra minha Pequena;
· Finalmente fazer spinning por 60 minutos;
· Colocar aqueeeele CD velho do Pink Floyd e ouvir da primeira à última música;
· Levar o carro pro lava-a-jato;
· Mastigar pelo menos vinte vezes a comida;
· Concluir minha mudança;
· Ler um livrinho (até o final);
· Almoçar antes das 6 da tarde;
· Escrever aqui.

Mudei há oito dias e parece que foi ontem (quão grandiosa ainda permanece a zona no novo apertamento). Mudei pra outro bairro -- mais perto de minha mãe, de meus amigos --, mas parece que foi pro Mato Grosso do Sul. Bem ali. Se antes eu me sentia isolada, agora acho que fui morar num iglu, bem no centro do Alasca. E meu único vizinho é um esquimó com seqüelas de um AVC sofrido em 1965. Sintetizando: me sinto meio só. Hehehe. Cruuuzes.

Tantas coisas aconteceram nos últimos oito dias, mas ainda não tive o tal do tempo pra absorver tudo. Acontecimentos doidos, confusões, descobertas, decepções, algumas alegrias. O engraçado é que minha vida funciona como o departamento pessoal de uma empresa de médio porte. Durante 15 ou 20 dias, tudo fica na mais absoluta tranquilidade. Vira marasmo, até. Dá pra lixar a unha, almoçar às 17h42 e até dirigir a 80 km/h. Mas nos outros 10, 15 dias, a loucura é tanta que não existe brecha sequer pra chorar. Taí, eu não tive tempo pra chorar ainda. Dá até medo da hora que a ficha desengripar e finalmente cair. O boom vai ser grande. Mas isso é assunto pra um oooutro post.

Se bem que tudo isso é tolice. Coisas bobas, que poderiam ser resolvidas se o tal do Chronos colocasse mais quinze horinhas no relógio aqui da Terra. Não custaria muito. Teria um lado ótimo e um lado bom nisso. O ótimo, é que eu teria tempo pra fazer tudo o que não consigo nas 24 horas que já tenho, além de conhecer minha nova vizinhança. Sem contar o resto do mundo, que teria mais tempo pra viver, reclamar das mazelas do dia-a-dia, gastar o décimo teceiro com compras de natal e etc. E o lado bom é que não demoraria nada nada, pro cocô do aquecimento global acabar... com a raça humana.

E quem liga?

Ah, sim. Acabei de ter uma idéia ainda melhor. Que tal se, ao invés das quinze horas diárias, a gente tivesse mais dois dias de final de semana?

Sábado, domingo, dómado e sabingo. Perfeito.

Né? :-)

About...

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Brasília, Brazil
Thatiana Ribeiro, 29 anos, 15 de setembro, 1978. Trancou o curso de comunicação social por absoluta falta de verba. É apaixonada por boa leitura, boa música e boa comida, embora seja uma pessoa extremamente simples. Solteira e independente, tem uma filha e é louca por ela. Um de seus grandes objetivos é conhecer a Inglaterra e Espanha (de onde vem boa parte de suas raízes). Já começou até a juntar moedas num porquinho cor-de-rosa, pra bancar a empreitada. Curiosa, boca-suja, sarcástica, ciumenta, agridoce, companheira, afetuosa, franca, sensível e tagarela. Adora falar mal da própria vida. :-)

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