Sabe, eu comprei um DVD pirataço com 92 clipes de músicas idosas. O produto, de qualidade duvidosa e durabilidade idem, me foi vendido por 3,33 paus num boteco que servia churrasquinho, lá pras bandas do meu novo domicílio. Junto com ele arrematei, pelo mesmo valor, um filme chamado "Perfume" e outra coletânea com coisas do tipo Black Eyed Peas, Justin Timberlake e Pussycat Dolls -- cultura, meu bem, cultura. Fazer o quê, se a minha filha já foi infectada pelo vírus MixTV? Eu bem que tentei ardorosamente empurrar Led Zeppelin com Danoninho goela abaixo, mas ela curte, no máximo, um Pink Floyd, pra alegria da mamãe. Não vou bater na menina só porque ela gosta de Snoop Doggy Dog.
Mas, voltando ao DVDino, pôxa... É lindo. Tem até Lobo. Lobo canta um bregão dos anos setenta chamado "I'd love you to want me". Não é bem um vídeo clipe, mas sim uma gravação dessas de programa de auditório, onde as moças ficavam sentadas apenas balançando o cabeção enquanto o superídolo caprichava na dublagem, empunhando um violão que, curiosamente, tinha um som típico de guitarra. Vacilão.
Depois de Lobo ainda tem The Housemartins com a melô do papel (pa-pa-pa-pa-peeeel...), B.J. Thomas com Rock'n roll Lullaby e, morram de inveja, KC and the Sunshine Band com Please Don't Go. O negócio é muito trash. Junto com todas essa pérolas ainda consegui garibar Demis Roussos (lê-se Demí Russô), Bonnie Tyler, Chicago, Guns and Roses, Rod Stewart (como esse cara conseguiu lotar o Royal Albert Hall??) e muitos Nazareths cantando aquela coisa horroroooosa da Love Hurts. Acho que, a cada sete ou oito músicas, lá vem a porra da Love Hurts. Musica de corno metido a rockeiro. Um rockorno.
E, como música sempre é cultura, eu descobri que o Air Supply (!!!) e a Celine Dion eram fãs da Rosana. Os dois, cada qual com sua versão, lógico, se entregaram à paixão cantando "Como uma deusaaaaaa". A versão em inglês não me convenceu. Ainda prefiro centenas de vezes a versão tupiniquim: "e as coisas que você me diiiiz, me levam alééém...".
Pra não perder a super hit-gagá-parade, ainda tem Scorpions, Europe, A-HA e a Nikka Costa, cantando On My Own. Tá, eu confesso que fiquei emocionada. Foram os 3 reais mais bem empregados da minha existência, porque, além de eu ter dado impagáveis risadas com os 70 clipes (os outros 22 eram Love Hurts), eu ainda consegui um calmante melhor (muuuuuito melhor) que qualquer Passiflorine pra minha filha -- cujo temperamento não é dos mais amenos. Anote aí, mamãe desesperada, o nome do santo remedinho: We Are The World.
Não tem nada mais gratificante do que ver a carinha feliz da minha cria, quando o Michael Jackson aparece com aquela luva estrelada e os indefectíveis sapatinhos, fazendo o primeiro refrão, logo depois da Diana (hic!) Ross. Luna fica encantada com a cabelança da Diana Ross e da Cindy Lauper. Ela também curte todas as outras vozes negras da música. Faz careta quando ouve Bruce Springsteen e pede bis quando o clipe acaba. Um alívio, meu bem, um alívio.
Tem muuuuito mais coisas entre uma Love Hurts e outra do que julga nossa vã filosofia.
Sentiu vontade de assistir? Eu faço uma cópia pra você. Mas corra com seu pedido. A mídia já está nos últimos momentos de sua vida útil. Afinal, algo nessa obra prima tinha que ter defeito, além de Nazareth.
Mas, voltando ao DVDino, pôxa... É lindo. Tem até Lobo. Lobo canta um bregão dos anos setenta chamado "I'd love you to want me". Não é bem um vídeo clipe, mas sim uma gravação dessas de programa de auditório, onde as moças ficavam sentadas apenas balançando o cabeção enquanto o superídolo caprichava na dublagem, empunhando um violão que, curiosamente, tinha um som típico de guitarra. Vacilão.
Depois de Lobo ainda tem The Housemartins com a melô do papel (pa-pa-pa-pa-peeeel...), B.J. Thomas com Rock'n roll Lullaby e, morram de inveja, KC and the Sunshine Band com Please Don't Go. O negócio é muito trash. Junto com todas essa pérolas ainda consegui garibar Demis Roussos (lê-se Demí Russô), Bonnie Tyler, Chicago, Guns and Roses, Rod Stewart (como esse cara conseguiu lotar o Royal Albert Hall??) e muitos Nazareths cantando aquela coisa horroroooosa da Love Hurts. Acho que, a cada sete ou oito músicas, lá vem a porra da Love Hurts. Musica de corno metido a rockeiro. Um rockorno.
E, como música sempre é cultura, eu descobri que o Air Supply (!!!) e a Celine Dion eram fãs da Rosana. Os dois, cada qual com sua versão, lógico, se entregaram à paixão cantando "Como uma deusaaaaaa". A versão em inglês não me convenceu. Ainda prefiro centenas de vezes a versão tupiniquim: "e as coisas que você me diiiiz, me levam alééém...".
Pra não perder a super hit-gagá-parade, ainda tem Scorpions, Europe, A-HA e a Nikka Costa, cantando On My Own. Tá, eu confesso que fiquei emocionada. Foram os 3 reais mais bem empregados da minha existência, porque, além de eu ter dado impagáveis risadas com os 70 clipes (os outros 22 eram Love Hurts), eu ainda consegui um calmante melhor (muuuuuito melhor) que qualquer Passiflorine pra minha filha -- cujo temperamento não é dos mais amenos. Anote aí, mamãe desesperada, o nome do santo remedinho: We Are The World.
Não tem nada mais gratificante do que ver a carinha feliz da minha cria, quando o Michael Jackson aparece com aquela luva estrelada e os indefectíveis sapatinhos, fazendo o primeiro refrão, logo depois da Diana (hic!) Ross. Luna fica encantada com a cabelança da Diana Ross e da Cindy Lauper. Ela também curte todas as outras vozes negras da música. Faz careta quando ouve Bruce Springsteen e pede bis quando o clipe acaba. Um alívio, meu bem, um alívio.
Tem muuuuito mais coisas entre uma Love Hurts e outra do que julga nossa vã filosofia.
Sentiu vontade de assistir? Eu faço uma cópia pra você. Mas corra com seu pedido. A mídia já está nos últimos momentos de sua vida útil. Afinal, algo nessa obra prima tinha que ter defeito, além de Nazareth.

